quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A LIÇÃO DO CACHORRO


Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão de 13 anos de idade chamado Belker . A família esperava por um milagre.
Examinei Belker  e descobri que ele estava morrendo de câncer e que eu não poderia fazer nada.
Belker foi cercado pela família. O menino, Pedro, parecia tão calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Belker caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar.

O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. Ouvi a mãe se perguntando,
- Por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos?
Pedro disse: "Eu sei por quê."
A explicação do menino mudou minha maneira de ver a vida.
Ele disse:
 - A gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?
Como os cães já nascem sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós. Entendeu?
O moral da história é:
Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como:

 • Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para
    cumprimentá-los.
•  Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear.
•  Permita que a experiência do ar fresco e do vento no seu rosto seja de puro
   êxtase!
• Tire cochilos.
• -se antes de se levantar.
• Corra, salte e brinque diariamente.
• Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocarem.
• Evite "morder" quando apenas um "rosnado" seria suficiente.
• Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra de uma    
   árvore frondosa.
• Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo.
• Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada.
• Seja fiel.
• Nunca pretenda ser algo que não é.
• Se o que você quer, está "enterrado" cave até encontrar.
• E nunca se esqueça:


 " Quando alguém tiver num mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali..."

                                                                          (Desconheço a autoria)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O que é viver bem?

 Um repórter perguntou a Cora Coralina (poetisa que viveu até 95 anos):
– O que é viver bem?
Ela lhe disse:
“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor,pois
BONDADE TAMBÉM SE APRENDE.”

Profissões com nomes estranhos

Chanfrador - É aquele que chanfra, ou seja, corta o couro, em ângulo ou esguelha (viés), para a fabricação de bolsas, cintos e sapatos.

Colometrista - É aquele que prepara a tinta para pintar veículos batidos. Para que a cor fique idêntica à original, este profissional costuma realizar uma série de testes.

Duteiro - É o profissional que fabrica e monta dutos de ar-condicionado.

Espeleólogo - É quem estuda e trabalha com cavernas.

Extrusor de sopro - Fazem a regulagem de uma máquina conhecida como sopradora, produzindo embalagens descartáveis para remédios, alimentos e cosméticos.

Faccionista - É quem modela, corta e costura roupas para pronta-entrega.

Faquista - É o encarregado de fabricar facas para serem usadas em gráficas no corte dos envelopes.

Herpetólogo - profissional que estuda répteis e anfíbios.

Ficóloga - É o profissional que estuda as algas.

Guaribador - Responsável pela manutenção de carros novos e usados. Nas concessionárias e agências de venda de automóveis, é o encarregado da limpeza e polimento dos automóveis.

Gemolólogo - É o profissional que atua na análise de gemas ou pedras preciosas, como o diamante, a turquesa, o rubi, a esmeralda.
Ictiólogo - Profissional especialista no estudo dos peixes.

Madrilador - É quem trabalha com uma máquina especializada em serviços de precisão, como furos e roscas.

Mirmecologista - É aquele que estuda as formigas.

Micologista - É o profissional que estuda os fungos.

Migueiro/Trigueiro - São os profissionais que soldam estruturas pesadas com arame ou vareta, respectivamente, comumente empregados pela indústria naval. Assim como os instrumentos de soldagem são diferentes, o gás utilizado na realização do trabalho pode ser o gás carbônico ou argônio.

Ornitóloga - É o profissional que estuda as aves.

Papiloscopista - É o profissional especializado em trabalhar com a identificação humana, geralmente através das cristas de fricção da pele (impressões digitais). Usualmente, essa identificação é feita com base nos desenhos papilares presentes nos dedos (dactiloscopia)e das palmas das mãos (quiroscopia), bem como dos artelhos e plantas dos pés (podoscopia).

Piloteiro - Mais conhecido como prático, é o profissional que conhece minuciosamente os acidentes hidrográficos de áreas restritas, e que com esses conhecimentos conduz embarcação através dessas áreas

Podólogo - Especialista em tratamento e terapia dos pés.

Tricologista - Especialista em tratamento de pelos ou cabelos.


Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/emprego/pequeno-dicionario-de-profissoes-com-nomes-estranhos-7945723

Ócio Criativo


Você sabe o que é Nomofobia?


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pássaros Crescidos

Um dia, nos escapam das mãos... 
Volta pro ovo! - queremos dizer - como na canção. 
Mas o ovo se faz pequeno para a vibração de um pássaro novo. O ninho já não basta como extensão de si mesmo; não mais reflete suas necessidades primárias. 
O pássaro quer voar. O pássaro precisa voar. 
Houve o tempo em que nos víamos agigantados nos olhos desses pequeninos seres voláteis, heróis domésticos que éramos, mas de tal forma reconhecidos que nos convencíamos de nossos dons extraordinários. 
De fato, somos fabulosos na arte de gerar, nutrir, desenvolver, ensinar, conduzir, proteger e tudo mais que sabemos fazer sem que ninguém nos ensinasse, até vê-los como estão, crescidos e atrevidos. 
Foram-se as penugens que alisamos, o bico esfomeado, o novelo de plumas que se escondia em nossas asas. 
Tudo que vemos agora são penas arrepiadas e rebeldes, difíceis de alisar. 
E o suave trinado que já se fez cheio de notas, agora vem nos ferir os ouvidos com a estridência de uma nota só. 
O fato é que um dia eles crescem, abrem, sem avisar, as asas delicadas e no tempo de um espirro nos deparamos com a envergadura do filhote. O gesto se antecipa e anuncia a extensão do salto. 
Volta pro ovo!! - queremos dizer - mas não nos ouvem, envolvidos que estão no intenso farfalhar das asas debutantes. 
Então olhamos para nós, pássaros de penas ralas, e nos empenhamos em lembrar as palavras mágicas, na esperança de recuperar poderes há muito aposentados. 
Desprovidos dos antigos recursos, nada nos resta fazer senão admirar o vôo desses calouros emplumados, pintainhos que fizemos crescer com nossos mimos, e a quem demos asas para que brincassem à nossa volta. 
Mas eis que se definem no estilo e na performance: que lindos volteios, que rasantes, que belos planadores se revelam! 
E como sobem com determinação, para depois mergulhar vertiginosamente no espaço e logo conter o ímpeto, com precisão, antes de tocar o chão num pouso de mestre. 
Estão a nos estufar o orgulho. 
De fato, não há como querer contê-los, aliás, já se foram, em revoada, silfos barulhentos que ensinamos a voar, para que um dia pulassem do ninho e, corajosamente, voassem. 



Redação do Momento Espírita com base na crônica - Pássaros crescidos, de Rosana Justus Braga, publicada na revista Curitibano, de agosto de 2008.