domingo, 4 de maio de 2025

ORGULHOSA


Este é um poema de rara beleza, escrito no século Dezenove . Muitos dos sessentões de hoje tem sempre uma história para contar sobre este poema. Ou que ouvia dos avós, ou que o declamava nos concursos de poesia da escola ou que declamou para uma pessoa amada... Como um saudosista crônico, icorrigível e irrecuperável, fui resgata-lo. Nas pesquisas que fiz na internet não há um consenso quanto ao seu verdadeiro autor. Ora é atribuído ao baiano Castro Alves, ora ao seu conterrâneo Trasíbulo Ferraz Moreira e há quem assegure que não é de nenhum dos dois e sim do Maranhense Gonçalves Dias. Há também pequenas variações entre as versões atribuídas a cada um deles. Optei por uma que presumo ser mais próxima do original para apresenta-la a quem não o conhece e aos que o conhece, dar uma oportunidade de viajar no tempo.

Deixa-te disso, criança
Deixa de orgulho, sossega
Olha que a vida é um oceano
Por onde o acaso navega.

Hoje tu ostentas nas salas
As tuas pompas e galas
Os teus brasões de rainha
Amanhã, talvez, quem sabe?
Todo esse orgulho se acabe
Sendo-te a sorte mesquinha.

Deixa-te disso, olha bem
A sorte dá nega e vira
Sangue azul, em vós, fidalgos
Já neste século é mentira

Todos nós somos iguais
Os grandes, os imortais
Foram plebeus como sou
E ouve mais esta lição
Grande foi Napoleão
Grande foi Victor Hugo

Que valem nobres famílias
Linhagens puras de avós
Se o sangue dos reis é o mesmo
É o mesmo que corre em nós?

O que é belo, e sempre novo
É ver um filho do povo
Saber lutar e subir
De braços dados com a glória
Para o panteão da história
E as gerações do porvir.

De que te vale o que tens
Se não me podes comprar
Ainda que possuísses
Todas as pérolas do mar?

És fidalga, eu sou poeta!
Tens dinheiro? Eu, a completa
Riqueza no coração
Não troco uma estrofe minha
Por um colar de rainha
Ou troféus de latão.

Ainda há pouco, pedi-te
Para comigo valsar
Disseste és plebeu, és pobre
Não me quiseste aceitar.

E, no entanto, ignoras
Que aquele a quem mais adoras
Que te conquista e seduz
Embora seja da nata
Em mera figura chata
És fósforo que não dá luz.

Agora, sim, já é tempo
De dizer-te quem sou eu
Um jovem de vinte anos
Que se orgulha em ser plebeu.

Um lutador que não cansa
E que ainda tem esperança
De ser mais do que hoje é
Que luta pelo direito
Pra esmagar o preconceito
Da fidalguia sem fé.

Por isso, guardo me olhas
Com desdém e insensatez
Rio-me tanto de ti
Chego a chorar muita vez.

Chorar, sim, porque calculo
Nada pode haver mais nulo
Mais degradante e sem sal
Que uma mulher presumida
Toda, vaidosa, atrevida
Soberba, inculta e banal.





domingo, 27 de abril de 2025

A HISTÓRIA DOS DOIS SAPOS E UM POÇO FUNDO


Um grupo de sapos estava viajando pela floresta quando dois deles caíram em um poço fundo. Os outros sapos olharam para baixo e disseram:

- “É impossível sair daí.”

- “Parem de tentar, vocês vão morrer.”

Um dos sapos, ao ouvir essas palavras desmotivadoras, desistiu. Ficou fraco, perdeu as forças… e morreu.

O outro sapo, no entanto, continuou pulando com todas as suas forças. Os sapos do lado de fora gritavam para ele desistir, mas, surpreendentemente, isso parecia motivá-lo ainda mais! Até que… ele conseguiu sair do poço!

Os outros sapos ficaram chocados:

- “Você não ouviu o que dissemos?”

O sapo então respondeu:

- “Eu sou surdo. Pensei que vocês estavam me incentivando a sair.”

❇️Moral da história: Cuidado com as palavras que você escuta e as que você diz. Elas podem levantar ou destruir alguém. Se for para falar, que seja para encorajar.

E lembre-se: 

Seja sempre alguém que alguém quer ter por perto!


                                                       ( Desconheço a autoria)

domingo, 16 de março de 2025

Conversa de Botas Batidas

 

As letras e canções dos Los Hermanos marcaram toda uma geração com suas letras fortes e, ao mesmo tempo, sensíveis. Conversa de Botas Batidas, canção inspirada em uma história real, foi escrita por Marcelo Camelo e relata o diálogo de um casal que cansou de se esconder.

Contudo, apesar de ter sido inspirada em um casal de amantes, o fim da história é triste, pois se baseia em um acidente ocorrido no Rio de Janeiro, em 2002, quando o hotel Linda do Rosário desabou. Dias depois, a equipe de bombeiros encontrou os dois corpos abraçados no meio dos escombros.

Vamos conhecer melhor essa história?
História da música Conversa de Botas Batidas

A música Conversa de Botas Batidas faz parte do terceiro álbum dos Los Hermanos, Ventutra,  lançado em 2003. Para contar a história que deu origem à canção, precisamos voltar ao ano de 2002, quando o Hotel Linda do Rosário, localizado no Rio de Janeiro, desabou.

No dia 25 de setembro, o porteiro do prédio, Raimundo Barbosa de Melo, ouviu alguns estalos e começou a avisar as pessoas que estavam dentro do hotel para que saíssem a tempo em segurança. O porteiro, ao descer as escadas, se recordou do casal e foi até o quarto bater na porta. Porém, ninguém respondeu. Ele decidiu insistir mais uma vez e foi até a portaria interfonar para o quarto. Novamente, não obteve resposta.

Naquele dia, por volta das 15h15, o prédio desabou.

Depois de dois dias, os corpos do casal foram encontrados em meio aos escombros e, para a surpresa da equipe, eles estavam abraçados e deitados no que restou da cama.

Mais tarde, descobriram que a mulher era uma bancária de 47 anos e o homem era um professor de 71 anos. A história conta que eles tinham vivido um amor na juventude, mas acabaram se separando. Anos depois, se reencontraram e decidiram viver um romance escondido mesmo ambos sendo viúvos. Eles tinham receio de que as famílias não aprovassem a relação.

Não se sabe se eles estavam dormindo no momento, ou se ouviram o chamado para saírem do prédio e escolherem permanecer.

Os corpos do casal foram reconhecidos por seus familiares e o filho do professor chegou a solicitar que o nome do pai não saísse nos jornais para que a imagem dele fosse preservada.

Na letra, Marcelo Camelo imagina um diálogo entre o casal antes da tragédia, como se fosse quase uma despedida de ambos, optando por permanecerem juntos até o final mesmo diante do prenúncio da morte.

Análise da música Conversa de Botas Batidas

Veja, você, onde é que o barco foi desaguar

A gente só queria um amor
Deus parece, às vezes, se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar


Conversa de Botas Batidas é um diálogo imaginário a respeito de um casal que está prestes a ver o fim da vida. Na primeira estrofe, vemos o início da conversa feita com construções poéticas a respeito de onde eles chegaram e sobre querer apenas viver um amor. Agora, estão diante de ver o sonho se acabar.

Veja, você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar, até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar


O casal optou por viver esse romance às escondidas, por isso o verso a gente corre pra se esconder e a ideia de amar sem ter noção do que vai acontecer. O romance está perto do fim.

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar


Na terceira estrofe, Marcelo Camelo constrói lindamente um desfecho imaginário: o casal chegou a ouvir as batidas na porta, porém, cansados de se esconderem e por terem adiado esse amor por tantos anos, eles estão cansados de fugir. Não há mais motivo para isso e um amor velho e cansado precisa finalmente florescer.

Abre a janela agora
Deixa que o Sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem


Eles decidem se mostrar depois de tanto se esconderem.

Abrir a janela para deixar que todo o universo veja que esse amor foi vivido. É bobagem não dizer pro mundo que valeu a pena! Não querem mais omitir de ninguém, pois o amor se desvendou e agora tudo está no seu devido lugar.

Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair


Na estrofe final, a letra de Conversa de Botas Batidas nos deixa uma reflexão sobre a grandiosidade do amor. Existe algo maior? O casal escolhe permanecer junto para partir, levando esse amor para além da vida material.

No topo do Hotel Linda do Rosário havia uma estrela bem grande e Marcelo faz essa referência, nos fazendo refletir que passamos a vida sem notar a importância das coisas mais simples.

Muitas vezes, deixamos de lado amores que valem a pena por simples medo de opiniões alheias. Afinal, uma hora a estrela vai cair e o que fica mesmo? Nada além das memórias.
Do underground carioca para o mundo

A banda Los Hermanos foi formada no Rio de Janeiro, em 1997, mais especificamente em meio aos corredores da PUC, onde o vocalista Marcelo Camelo estudava jornalismo. Marcelo decidiu convidar alguns amigos para, juntos, se dedicarem à música, criando letras e harmonias.



Fonte:     https://www.letras.mus.br/blog/conversa-de-botas-batidas-historia/

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Vaidade


Cantor do LS Jack é internado em coma no Rio após lipoaspiração.
É possível isso? É admissível isso? Um rapaz de 27 anos ter uma parada cardíaca e
entrar em coma após uma cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus,
eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei,
nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está
percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos
lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona,
sinceridade é careta,
pudor é ridículo,
sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em
mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o
relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, ou a volta, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar
legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens
lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser.
Deus permita que ele volte do coma sem seqüelas.  Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva. "
" Cuide bem do seu amor, seja quem for"

                                                                                  (Herbert Vianna)


Nota deste Blog:

Texto escrito em 2004 quando do procedimento malsucedido em Marcus Menna que o deixou dois meses em coma. Ficou com sequelas na fala, memória e capacidade motora. Ele precisou se afastar dos palcos para se tratar e voltou à carreira musical em 2023 com a turnê " Tudo de Novo"


         

domingo, 5 de janeiro de 2025

CAMINHOS DO TEMPO

 CAMINHOS DO TEMPO

Há um silêncio que chega com os anos, e ele não é feito apenas da ausência de ruídos, mas da transição suave entre o que éramos e o que nos tornamos. 

Aos 60, você começa a sentir a sutileza do distanciamento. A sala que antes pulsava com suas ideias agora parece cheia de vozes que não pedem mais sua opinião. Não é uma rejeição, é o ritmo da vida. É quando aprendemos que nossa contribuição não está no presente imediato, mas nos rastros que deixamos nos corações e mentes ao longo do caminho. 

Aos 65, você percebe que o mundo corporativo, outrora tão vital, é um fluxo incessante. Ele segue, indiferente ao que você fez ou deixou de fazer. Não é uma derrota, é a libertação.

Esse é o momento de olhar para si mesmo, despir-se do ego e vestir a serenidade.

Não se trata mais de provar, mas de ensinar, de compartilhar, de ser mentor. A verdadeira realização não é a que se exibe, mas a que inspira.

Aos 70, a sociedade parece lhe esquecer, mas será mesmo? Talvez seja apenas um convite para reavaliar o que realmente importa. 

Os jovens não o reconhecerão pelo que você foi, e isso é uma bênção disfarçada: você pode agora ser apenas quem você é. Sem máscaras, sem títulos, apenas a essência. 

Os velhos amigos, aqueles que não perguntam “quem você era”, mas “como você está”, tornam-se joias preciosas, diamantes que brilham no crepúsculo da vida.

E então, aos 80 ou 90, é a família que, na sua correria, se afasta um pouco mais.

 Mas é aí que a sabedoria nos abraça com força. Entendemos que amor não é posse; é liberdade.

Seus filhos, seus netos, seguem suas vidas, como você seguiu a sua. A distância física não diminui o afeto, mas ensina que o amor verdadeiro é generoso, não exigente.

Quando a Terra finalmente chamar por você, não há motivo para medo. É a última dança de um ciclo natural, o encerramento de um capítulo escrito com suor, lágrimas, risos e memórias. 

Mas o que fica, o que realmente nunca será eliminado, são as marcas que deixamos nas almas que tocamos.

Portanto, enquanto há fôlego, energia, enquanto o coração bate firme, viva intensamente. 

Abrace os encontros, ria alto, desfrute os prazeres simples e complexos da vida. Cultive suas amizades como quem cuida de um jardim. 

Porque, no final, o que resta não são as conquistas, nem os títulos, nem os aplausos. O que resta são os laços, os momentos partilhados, a luz que espalhamos.

Seja luz, seja presença, e você será eterno.

Dedico a todos que entendem que o tempo não apaga, mas apenas transforma.


                                                 (Crônica criada e escrita por José Luiz Ricchetti - 11/12/24)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Não envelheça!



"Você está envelhecendo, me disseram, você deixou de ser você, está ficando amargo e solitário!"

"Não,... eu respondi, não estou envelhecendo, estou ficando sábio."

Deixei de ser o que os outros gostam, para me tornar o que gosto de ser. Parei de buscar a aceitação dos outros. Para me aceitar, eu deixei para trás os espelhos mentirosos que enganam impiedosamente.

Não, não estou envelhecendo, estou me tornando assertivo, seletivo em relação a lugares, pessoas, costumes e ideologias.

Abandonei apegos, dores desnecessárias, pessoas, almas e corações; Não é por amargura, é simplesmente por causa da saúde.

Desisti das noites de festa por causa da insônia, parei de viver histórias e comecei a escrevê-las. Deixei de lado os estereótipos impostos.
Parei de usar maquiagem para esconder minhas feridas, agora carrego um livro que embeleza minha mente e minha alma.

Troquei taças de vinho por xícaras de café, esqueci de idealizar a vida e comecei a vivê-la.

Não, não estou envelhecendo, porque carrego o frescor na alma, e no coração a inocência de quem se descobre diariamente.

Carrego nas mãos a ternura de um casulo que, ao ser aberto, expandirá suas asas para outros lugares inacessíveis, para quem busca apenas a frivolidade das coisas materiais.

Carrego no rosto o sorriso que escapa maliciosamente ao observar a simplicidade da vida, da natureza, carrego nos ouvidos o chilrear dos pássaros alegrando meu caminhar.

Não, não estou envelhecendo, estou ficando seletivo, apostando meu tempo no intangível. Reescrevendo a história que um dia me contaram, redescobrindo mundos, resgatando aqueles livros antigos que esqueci no meio.

Estou ficando mais cauteloso, parei as explosões que nada ensinam. Estou aprendendo a falar de coisas transcendentes, estou aprendendo a cultivar conhecimentos, estou semeando ideais e forjando meu destino.

Não, não é que estou envelhecendo por dormir cedo aos sábados, é que aos domingos também é preciso acordar cedo, tomar um café sem pressa e ler com calma uma coletânea de poemas.

Não é por causa da velhice que andamos devagar, é para observar a falta de jeito de quem anda com pressa e tropeça no descontentamento.

Não é por causa da velhice que as pessoas às vezes permanecem caladas, é simplesmente porque nem todas as palavras precisam ser ecoadas.

Não, não estou envelhecendo, agora estou começando a viver o que realmente me interessa.


 
 (Texto atribuído ao dramaturgo, poeta e romancista francês, Victor Hugo) 


terça-feira, 12 de novembro de 2024

A Maleta


Um homem morreu. Ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele. E Deus disse:

- Bem, filho, hora de irmos.

O homem assombrado perguntou:

- Já? Tão rápido?

Eu tinha muitos planos...

- Sinto muito, mas é o momento de sua partida.

- O que tem na maleta? Perguntou o homem.

E Deus respondeu:

- Os seus pertences!!!

- Meus pertences? Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro? Deus respondeu:

- Esses nunca foram seus, eram da terra.

- Então são as minhas recordações?

- Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.

- Meus talentos?

- Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.

- Então são meus amigos, meus familiares?

- Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho. - Minha mulher e meus filhos?

- Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.

- É o meu corpo.

- Nunca foi seu, ele era do pó.

- Então é a minha alma.

- Não! Essa é minha. Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia... Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse:

- Nunca tive nada?

- É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus. A vida é só um momento. Um momento só seu! Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade. Que nada do que você acredita que lhe pertence o detenha. Viva o agora! Viva sua vida! E não se esqueça de SER FELIZ, é o único que realmente vale a pena!

As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui. Você não leva nada!

Valorize àqueles que valorizam você, não perca tempo com alguém que não tem tempo para você.


                                                                      (Desconheço a autoria)