domingo, 31 de outubro de 2021

Uma bela Aula de Português

" Vamos conversar com a tia. Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica, não binario fóbica e o kralho a 4 que queiram inventar de fobias aí. Eu sou professora de português.
Eu estava explicando um conceito de português e fui chamada de desrespeitosa por isso (ué).
Eu estava explicando por que não faz diferença nenhuma mudar a vogal temática de substantivos e adjetivos pra ser "neutre".
Em português, a vogal temática na maioria das vezes não define gênero. 
Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra. Vou mostrar pra vocês:
O motorista. Termina em A e não é feminino.
O poeta. Termina em A e não é feminino.
A ação, depressão, impressão, ficção. Todas essas palavras que terminam em ção são femininas, embora terminem com O.
Boa parte dos adjetivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos quanto femininos, independentemente da letra final: feliz, triste, alerta, inteligente, emocionante, livre, doente, especial, agradável, etc.
Terminar uma palavra com E não faz com que ela seja neutra.
A alface. Termina em E e é feminino.
O elefante. Termina em E e é masculino.
Como o gênero em português é determinado muito mais pelos artigos do que pelas vogais temáticas, se vocês querem uma língua neutra, precisam criar um artigo neutro, não encher um texto de X, @ e E.
E mesmo que fosse o caso, o português não aceita gênero neutro. Vocês teriam que mudar um idioma inteiro pra combater o "preconceito".
Meu conselho é: ao invés de insistir tanto na coisa do gênero, entendam de uma vez por todas que gênero não existe, é uma coisa socialmente construída. 
O que existe é sexo.
Entendam, em segundo lugar, que gênero linguístico, gênero literário, gênero musical, são coisas totalmente diferentes de "gênero". Não faz absolutamente diferença nenhuma mudar gêneros de palavras. Isso não torna o mundo mais acolhedor.
E entendam em terceiro lugar que vocês podiam tirar o dedo da tela e parar de falar abobrinha, e se engajar em algo que realmente fizesse a diferença ao invés de ficar arrumando pano pra manga pra discutir coisas sem sentido.
Tenham atitude! (Palavra que termina em E e é feminina). E parem de ficar militando no sofá. (Palavra que termina em A e é masculina).
Enfim, é isso."
(Isso é uma palavra neutra, sabiam?)

Ps. Para quem está usando da falácia de que a língua é viva e muda, saibam que evolução linguística não ocorre assim. Mudanças linguísticas ocorrem: em um longo período de tempo / em uma região específica / por uso da população / em pequenas mudanças.
O novo acordo ortográfico já causou polêmica por tirar alguns acentos. Imaginem mudar a base da língua portuguesa toda?

PPS - Estão compartilhando meu texto em grupos de direita. Eu não sou de direita. Não sou conservadora. Não sou contra a causa LGBT. Só estou mostrando que a língua portuguesa não é binária como vocês pensam, e que gênero não se define de forma tão simples assim.

PPPS - me chamaram a atenção para o fato de que, apesar de ser socialmente construído, gênero existe sim. Então vou reformular a frase: gênero existe, mas não é algo absoluto e não deveria ser um rótulo para ninguém. Sou a favor da abolição de gênero e uso apenas do sexo. Uma mulher de cabelo raspado não deixa de ser mulher e não precisa se sentir confusa. Não existe uma única maneira de ser mulher. Portanto, aprisionar-se a gêneros identitários não faz sentido pra mim. 
Isso não significa que eu odeie pessoas de gêneros diferentes. Eu só acho que deveria ser algo normal.


Texto escrito em 14.09.2020 por Vivian Mansano - Escritora extraido "Ipsis litteris" de sua conta
do Facebbok - https://www.facebook.com/101633141195897/posts/348377056521503/

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Juventude acumulada


Se observamos com cuidado, podemos detectar a aparição de uma nova faixa social que não existia antes: pessoas que hoje têm entre sessenta e oitenta anos.
A esse grupo pertence uma geração que expulsou da terminologia a palavra envelhecer, porque simplesmente não tem em seus planos atuais a possibilidade de fazê-lo.
É uma verdadeira novidade demográfica, semelhante ao surgimento da adolescência; na época, que também era uma nova faixa social, que surgiu em meados do século XX para dar identidade a uma massa de crianças desabrochando, em corpos adultos, que não sabiam, até então, para onde ir ou como se vestir.
Este novo grupo humano, que hoje tem cerca de sessenta, setenta ou 80 anos, levou uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes que trabalharam durante muito tempo e conseguiram mudar o significado sombrio que tanta literatura latino-americana deu por décadas ao conceito de trabalho.
Longe dos tristes escritórios, muitos deles procuraram e encontraram, há muito tempo, a atividade que mais gostavam e na qual ganham a vida.
Supostamente é por isso que eles se sentem plenos; alguns nem sonham em se aposentar.
Aqueles que já se aposentaram desfrutam plenamente de seus dias, sem medo do ócio ou solidão, crescem internamente. Eles desfrutam do tempo livre, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, carências, esforços e eventos fortuitos, vale bem a pena contemplar o mar, a serra e o céu.
Mas algumas coisas já sabemos que, por exemplo, não são pessoas paradas no tempo; pessoas de cinquenta, sessenta ou setenta, homens e mulheres, operam o computador como se tivessem feito isso durante toda a vida.
Eles escrevem e veem os filhos que estão longe e até esquecem o antigo telefone para entrar em contato com seus amigos para os quais escrevem e-mails ou mandam whatsapps.
Hoje, pessoas de 60, 70 ou 80 anos, como é seu costume, estão lançando uma idade que AINDA NÃO TEM NOME. Antes, os que tinham essa idade, eram velhos e hoje não são mais... hoje estão fisica e intelectualmente plenos, lembram-se da sua juventude , mas sem nostalgia, porque a juventude também é cheia de quedas e nostalgias e eles bem sabem disso.
Hoje, as pessoas de 60, 70 e 80 anos celebram o Sol todas as manhãs e sorriem para si mesmas com muita frequência ... Elas fazem planos para suas próprias vidas, não com as vidas dos demais.
Talvez, por algum motivo secreto que apenas os do século XXI conheçam e saberão, a juventude é carregada internamente.
A diferença entre uma criança e um adulto é, simplesmente, o preço de seus brinquedos.

Nota: Por favor, não guarde, passe adiante, sei que você tem uma juventude acumulada , não importa se são 60 s 70 s 80 ou mais ...


Obs .Texto atribuido a Sandra Pujol - recebido pelo Facebook. Desconhecemos o titulo original. Foi criado este titulos para esa  publicação não ficar sem titulo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Aprenda a nunca mais ser idiota...

A vida não pode ser só trabalhar e pagar conta. Seu relacionamento não pode ser somente cobranças e sexo. Seu relacionamento com seus filhos não pode ser só perguntar como foi a escola. Sua preocupação não pode ser somente suas finanças, sua academia e seu próximo apartamento. Os dias estão passando muito rápido, os celulares estão consumindo nossos preciosos minutos de conversas, de carinho e de risadas. Esse ano já vimos um jornalista dizer: chego em 10 minutos para almoçar e não chegou. Esse ano vimos um modelo tão entusiasmado para desfilar que o coração não aguentou. E agora, alguém que foi descansar no mar... e não volta mais pra casa. Organize sua vida colocando prioridades que realmente importam no seu dia a dia. Peça perdão, libere perdão, seja leve de espírito... beije na boca a quem você ama, abrace, conforte, chore junto, sorria mais ainda... Não gaste energia com quem não acrescenta na sua vida, não perca tempo abrindo a sua boca para falar o que não gostaria que falassem a você, a vida é muito curta para viver aborrecido. Brinque com seus filhos, com seu parceiro ou parceira, brinque com seus amigos, e divirta-se.... E busque ganhar dinheiro o suficiente somente para você ter segurança e um pouco de conforto, todo o resto é vaidade, é idiotice... um Dia a hora chega e quem viver, viveu....


Obs. Texto recebido pelas redes sociais (com autoria atribuida ao Padre Fábio de Melo) não confirmei!

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Quando me Amei

Quando me amei de verdade, compreendi que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento preciso.
E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… AUTOESTIMA.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia e meu sofrimento emocional não são, senão, sinais de que estou indo contra minhas próprias verdades.
Hoje sei que isso é… AUTENTICIDADE.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… AMADURECIMENTO.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber porque é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa (talvez eu mesmo) não está preparada.
Hoje sei que o nome disso é… RESPEITO.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: pessoas e situações, toda e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… AMOR PRÓPRIO.

Quando me amei de verdade, deixei de me preocupar por não ter tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os mega-projetos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… SIMPLICIDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter a razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a… HUMILDADE.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… PLENITUDE.

Quando me amei de verdade, compreendi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, é uma valiosa aliada.
E isso é… SABER VIVER!

Não devemos ter medo de nos questionarmos… Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.


                                                                     ( Charles Chaplin )

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Contato ou Conexão?

Um monge estava sendo entrevistado em Nova York.
O jornalista perguntou:
Em sua última conferência, o senhor falou sobre o tema: "Contato e Conexão". Poderia explicar melhor?
O monge sorriu e respondeu:
-Você é de Nova York?
-Sim ...
E quem está na sua casa agora?
O jornalista sentiu que o monge estava tentando evitar a questão com perguntas pessoais e injustificadas. Mesmo assim respondeu:
Minha mãe morreu, meu pai está lá sozinho.
Tenho três irmãos e uma irmã, todos casados
O Monge insistiu:
Você está falando com seu pai? Quando falou com ele pela última vez?
O jornalista, reprimindo seu aborrecimento, disse:
Talvez há um mês.
O monge voltou a perguntar:
E com seus irmãos?
Eles se frequentam com frequência? 
Quando você se encontrou pela última vez com um membro da família?
Parecia que o jornalista é que estava sendo entrevistado.
Com um suspiro, ele explicou:
No Natal dois anos atrás.
E por quantos dias ficaram juntos?
-Três dias...
-E ... Quanto tempo você passou com seu pai, sentado ao lado dele?
O jornalista, confuso e envergonhado, começou a rabiscar algo em um pedaço de papel ...
Vocês tomaram café da manhã, almoçaram ou jantaram juntos? Seus irmãos perguntaram como ele estava? Ou como você passou os dias após a morte de sua mãe?
Lágrimas escorriam dos olhos do jornalista.
O monge segurou-lhe a mão e disse:
Não fique constrangido, chateado ou triste. Lamento ter magoado você sem saber, mas esta é basicamente a resposta para sua pergunta "Contato e conexão".
Você tem "contato" com seu pai, mas não tem nenhuma "conexão" com ele.
Você não está "conectado" a ele.
A "conexão" é entre coração e coração: sentar junto, compartilhar refeições, cuidar um do outro, tocar, apertar as mãos, encontrar os olhos um do outro, passar tempo junto ...
Você, junto com seus irmãos e irmã, tem "contato", mas nenhuma "conexão".
Esta é uma realidade:
Seja em casa ou na sociedade, todos temos muitos “contatos”, mas pouca “conexão”.
Estamos todos ocupados em nosso próprio mundo.

                                                                       (Desconheço a autoria)

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Só quem vive bem os AGOSTOS é merecedor da Primavera!

Lembro-me bem. Foi quando julho se foi, que um vento mais gelado, mais destemperado, que arrastava ainda folhas deixadas pelo outono, me disse algumas verdades. Convenceu-me de que o céu começaria a apresentar metamorfoses avermelhadas. Que a poeira levantada por ele daria lições de que as coisas nem sempre ficam no mesmo lugar e que é preciso aceitar que a poeira só assenta depois que os redemoinhos se vão.

Foi quando julho se foi que a minha solidão me convidou para uma conversa. E me contou de tempo de esperas. E me disse que o barulho das árvores tinha algo a dizer sobre aceitação. E eu fiquei pensando como elas, as árvores, aceitam as estações que, se as estremecem, também lhes florescem os galhos. Mas tudo a seu tempo. Foi em agosto que descobri que os cachorros loucos são, na verdade, os uivos que não lançamos ao vento. São nossos estremecimentos particulares que a nossa rigidez de certezas não nos permite encarar.

O mês de agosto tem muito a ensinar. Porque agosto é mês jardineiro, é dentro dele, berço do inverno, que as sementes dormem. Aguardam seu tempo de brotar. Agosto é guardador da boa-nova, preparador de flores. Agosto é quando Deus deixa a natureza traduzir visivelmente o tempo das mutações.

Mude, diz agosto, em seu recado de sementes. Aceite, diz agosto, com seu jeito frio de vento que levanta poeira e a faz avermelhar o céu. Compartilhe, diz agosto. Agasalhos, sopas quentinhas, cafés com chocolate, abraços mais apertados – eles também aquecem a alma e aninham o corpo. Distribua mais afetos, que inverno é acolhimento, é tempo de preparar setembro. E, de setembro, todos sabemos o que esperar. Esperamos a arrebentação das cores, que com seus mais variados nomes vêm em forma de flores.

Vamos apreciar agosto, recebê-lo com o espanto feliz de quem não desafia ventos. Que ele desarrume e espalhe suas folhas e levante suas poeiras. Aceite as esperas, mas coloque floreiras na janela. Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!

Miryan Lucy de Rezende
Escritora e Educadora Infantil

quinta-feira, 8 de julho de 2021

"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muita, nos aproxima".

 

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências .

O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos .

Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?

Respondeu o jovem:

- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

- É mesmo? Disse o senhor.

E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho então cuidadosamente abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.

Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se a pior pessoa do mundo.

No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional  da França. E um pouco mais abaixo a frase estava escrito em letras góticas e em negrito:

"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muita, nos aproxima".

Fato verídico ocorrido em 1892, integrante da biografia de Louis Pasteur...