quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Taxa para bater na porta

Uma das casas onde entrego jornais tinha a caixa de correio bloqueada, então bati na porta.

Sr. David, um homem idoso de passagem hesitante, abriu lentamente a porta.

Perguntei-lhe: "Senhor, por que a sua caixa de correio está bloqueada? "

Ele respondeu: "Bloqueei-o de propósito".

Ele sorriu e continuou: "Quero que você me entregue o jornal todos os dias... Por favor, bata à porta ou toque à campainha e entregue pessoalmente."

Fiquei perplexo e respondi: "Claro, mas isso parece um inconveniente para ambos e uma perda de tempo".

Ele disse: "Tudo bem... Pago-te mais todos os meses como taxa para bater à porta."

Com uma expressão suplicante, acrescentou: "Se alguma vez chegar o dia em que você bater à porta e não encontrar resposta, chame a polícia! ".

Fiquei surpreso e perguntei: "Por que senhor? "

Ele respondeu: "Minha esposa faleceu, meu filho está no exterior e eu moro aqui sozinho, quem sabe quando chegará minha hora? ".

Nesse momento, eu vi os olhos úmidos e nublados do velho.

Ele também disse: "Nunca leio jornal... Eu me inscrevo apenas para ouvir o som dos batidos ou a campainha da porta; para ver um rosto familiar e trocar algumas piadas".

Juntou as mãos e disse: "Jovem, faça-me um favor! Aqui está o número de telefone do meu filho no exterior. Se um dia você bater na porta e eu não atender, ligue para meu filho para informar... ".

Depois de ler isto, percebi que há muitas pessoas idosas, solitárias e solitárias entre o nosso círculo de amigos.

Às vezes, você se pergunta por que eles, na sua idade avançada, ainda enviam mensagens no WhatsApp, como nos tempos em que eles ainda estavam trabalhando.

Na verdade, o significado destas saudações matinais e vespertinas é semelhante ao significado de tocar ou tocar à campainha; é uma forma de desejar segurança e de transmitir cuidado.

Hoje em dia, o WhatsApp é muito conveniente e não precisamos mais assinar para comprar jornais.

Se você tiver tempo, ensine seus familiares idosos a usar o WhatsApp!

Um dia, se você não receber seus cumprimentos matinais ou itens compartilhados, é possível que ele não se encontre bem ou algo lhe tenha acontecido.

Por favor, cuide dos seus amigos e família. Depois de ler isso, entendi profundamente o significado que nossas mensagens de WhatsApp têm entre nós.

Então, meus amigos, não nos esqueçamos de dar bom dia, não é só por educação, é também dizer aos amigos, colegas e familiares que ainda estamos aqui, é também poder compartilhar momentos para conversar ou sorrir com as ocorrências, e finalmente é um momento para dizer que eu preciso conversar e ouvir.



                                                           Desconheço a autoria

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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Ninguém é insubstituível

Sala de reunião de uma multinacional; o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: 'ninguém é insubstituível’.

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? – o CEO encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível; e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para pôr no lugar.


Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato?Faria Lima? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim, insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento das suas equipes focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi, preguiçoso, Kennedy, egocêntrico, Elvis, paranóico.

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe a todos da organização mudar o olhar sobre as equipes e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso dos projetos.

Se você ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande...............
E na sua gestão o mundo teria perdido todos esses talentos...

Boa reflexão!


 AutoraCélia Spangher Headhunter e Consultora da área de Desenvolvimento Humano com foco em Pessoas & Negócios, contribuindo com equipes de alta performance, em diversos segmentos ...

terça-feira, 2 de julho de 2024

Três Estágios de Eliminação na Vida

                                                                     

Aos 60 anos o local de trabalho elimina você. 

Não importa o quão bem-sucedido ou poderoso você foi durante sua carreira, você voltará a ser uma pessoa comum.

Portanto, não se apegue à mentalidade e ao senso de superioridade do seu trabalho anterior, deixe de lado o seu ego, ou você pode perder a sua tranquilidade!

Aos 70 anos a sociedade gradualmente elimina você.

Os amigos e colegas que você costumava encontrar e socializar se tornam cada vez menos, e dificilmente alguém o reconhece no seu antigo local de trabalho.

Não diga, "Eu costumava ser..." ou "Eu era..."

porque a geração mais jovem não o conhecerá, e você não deve se sentir desconfortável com isso!

Aos 80/90, a família lentamente elimina você.

Mesmo que você tenha muitos filhos e netos, na maior parte do tempo você estará vivendo com seu cônjuge ou sozinho. Quando seus filhos visitam ocasionalmente, é uma expressão de afeto, então não os culpe por virem menos frequentemente, pois eles estão ocupados com suas próprias vidas!

Depois dos 90, a Terra quer eliminar você.

Nesse ponto, não fique triste ou desanimado, pois esse é o curso natural da vida e todos eventualmente seguirão esse caminho!

Portanto, enquanto nossos corpos ainda são capazes, viva a vida ao máximo!

Coma o que você quiser, beba o que desejar, brinque e faça as coisas que você ama.

Lembre-se, a única coisa que não vai eliminar você é o grupo do Whatsapp e a  Receita Federal.

Então, comunique-se mais no grupo, ande de moto e mantenha sua presença nos encontros.

 

 

( Desconheco o Autor deste texto)!

 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Alguns Mitos sobre o Amor

O amor não ilumina o seu caminho.         

O nome disso é poste!

O amor não é aquilo que supera barreiras.
O nome disso é gol de falta.

O amor não traça o seu destino.
O nome disso é GPS.

O amor não te dá forças para superar os obstáculos.
O nome disso é tração nas quatro rodas.

O amor não mostra o que realmente existe dentro de você.
O nome disso é endoscopia. (rolei de rir! )

O amor não atrai os opostos.
O nome disso é imã.

O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego.
O nome disso é asma.

O amor não é aquilo que te faz perder o foco.
O nome disso é miopia.

O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama.        Isso é insônia.

O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas.
O nome disso é dinheiro.

O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura.
O nome disso é esquecer a toalha molhada.

O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender. O nome disso é vodka.

O amor não faz você passar horas conversando no telefone.
O nome disso é promoção da Tim, Oi, Vivo ou Claro

O amor não te dá água na boca.
O nome disso é bebedouro.

Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim.
Isso é férias.

O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar.
O nome disso é empregada nova

O amor não é aquilo que gruda em você mas quando vai embora arranca lágrimas.
O nome disso é cera quente.




Desconheço a autoria!

quinta-feira, 13 de junho de 2024

TRAGÉDIAS DE ANTIGAMENTE



1. Quando as fichas acabavam no meio da ligação feita do orelhão.
2. A agulha riscava o LP ( Long Play) bem na melhor música.
3. Você datilografava errado as duas últimas palavras da página e não tinha fita corretiva de  para consertar os erros datilográficos.
4 A fita do Atari (vídeo games) não funcionava nem depois de você assoprar.
5. O locutor falava as horas ou soltava uma vinheta bem no meio da música que você havia passado horas esperando pra gravar na fita K7 e depois o toca-fitas mastigava a fita K7.
6. O locutor não falava o nome da música quando ela terminava e você ficava meses sem saber quem cantava ou como chamava aquela música que você tinha amado.
7. Era comum se fumar dentro dos ônibus mesmo com aviso de Proibido Fumar.
8. Você tinha que pagar multa ao devolver a fita de vídeo VHS para a locadora se não estivesse rebobinada.
9. O K-Suco vazava da garrafinha da sua lancheira e molhava as bisnaguinhas com patê.
10. Quando as pilhas descarregavam, as colocavam no congelador tentando conseguir uma recargazinha para voltar a usa-las. 
11. Se copiava as letras das músicas em inglês tudo errado depois descobria, no folheto da Fisk, que estava tudo errado mesmo, mas já era tarde, pois você já tinha decorado errado (e canta errado até hoje).
12. Mesmo riscando com todo cuidado, quando levantava o papel via que o bichinho do decalque do Chiclete Ploc tinha saído sem uma perninha.
13. A televisão resolvia sair do ar no dia do último capítulo da novela e seu pai tinha que subir no telhado pra mexer na antena. Ele gritava lá de cima “melhorou?” e você, embaixo, respondia: “melhorou o 5, o 7 e o 9. Piorou o 4, o 11 e o 13”. Nunca os canais ficavam todos bons ao mesmo tempo.
14. Chegar à padaria e lembrar que você tinha esquecido o “casco” ( vasilhame) do refrigerante.
15. Você descobria que todas as 36 fotos do seu aniversário tinham ficado desfocadas e algumas tinham queimado, porque o rebobinador da câmera estava meio enguiçado.
16. Sempre sobrava só o lápis branco da caixa de 36 cores.
17. Você pensava que ia morrer porque engoliu uma bala Soft.


Fomos uma geração escolhida a dedo, para vivermos uma era abençoada e feliz!                  E nem faz tanto tempo assim (35 a 40 anos),






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sexta-feira, 24 de maio de 2024

Transa Gramatical

 

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um  maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e para justamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.  

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


Nota do Blog:  Recebi este texto como tendo sido uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco - (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa sem informações da data e nem do nome da autora (que neurônios privilegiados).Caso consiga descobrir,  atualizarei esta postagem.  

 

Decifra-me ou Devoro-te

 


Diz uma antiga lenda grega que a deusa Hera enviou a Esfinge (uma besta com cabeça de mulher, asas e corpo de animal) para atormentar os moradores da cidade de Tebas. A Esfinge cruzava o caminho de todos os que se aproximavam da cidade e formulava um enigma para o viajante. Quem errava o enigma era devorado pelo monstro. Um dia, Édipo cruzou com a Esfinge, que lhe propôs o seguinte enigma: “O que durante a manhã tem quatro pernas, ao meio-dia tem duas e à noite tem três?” Édipo respondeu corretamente e a Esfinge ficou tão furiosa que se lançou num precipício. Graças à façanha de derrotar a Esfinge, Édipo tornou-se rei de Tebas e ganhou a mão da rainha enviuvada, sua própria mãe.

Mas e se você estivesse no lugar de Édipos, o que você responderia? O enigma é: “O que durante a manhã tem quatro pernas, ao meio-dia tem duas e à noite tem três?“.



Resposta O homem!  No início da vida (manhã) ele "engatinha" ( tem quatro pernas) no decorrer da vida ( meio-dia), anda normalmente com suas duas pernas e na velhice ( à noite) tem três pernas ( usa bengala)!