quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Onde é a sua dor?
A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo!
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto,existem curvas chamadas *Equívocos*.
Existem semáforos chamados Amigos.
Luzes de precaução chamadas Família.
Ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão.
Um potente motor chamando Amor.
Um bom seguro chamado FÉ.
Abundante combustível chamado Paciência.
Mas há um maravilhoso Condutor e solucionador chamado DEUS!!!!
(Texto colocado na porta do Consultório de um Médico Homeopata)
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Inês é Morta - Significado
Inês de Castro era amante de D. Pedro, antes deste ser rei de Portugal. Ela era filha bastarda de um cavaleiro galego, e tinha irmãos partidários da reanexação de Portugal pelo Reino de Espanha. Inês de Castro era também uma das aias de D. Constança, esposa de D. Pedro. O romance entre a aia e o príncipe se tornou bastante notório, e comentado por muita gente do povo, o que representava um desconforto para a coroa portuguesa. Por esse motivo, o rei D. Afonso IV ordenou o exílio de Inês de Castro, no castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. Mesmo assim, o romance entre os dois não esfriou, pois é sabido que se correspondiam com frequência.
Quando D. Constança, esposa de D. Pedro faleceu, D. Afonso IV e seus vassalos ficaram preocupados com a influência da galega na vida política do futuro rei. Contra a vontade do pai, D Pedro ordenou que Inês de Castro voltasse, e passaram a viver juntos. Isto representou uma grande afronta para o pai e rei. Temendo pela independência de Portugal, D.Afonso IV mandou matar Inês enquanto D.Pedro estava numa excursão de caça.
Ao retornar, D. Pedro encontra sua amada Inês morta, o que causou um grande conflito no reino. Pai e filho entraram em guerra, que só foi solucionada com a intervenção da rainha mãe, D. Beatriz. Após a morte de D. Afonso IV, D. Pedro I é declarado o oitavo rei de Portugal. Depois de se tornar rei, D. Pedro I perseguiu e matou de forma cruel dois dos homens responsáveis pela morte da sua amada. Posteriormente, o rei afirmou que tinha casado secretamente com D. Inês de Castro, legitimando os três filhos que tinha tido com ela. D. Pedro I concedeu a Inês de Castro o título póstumo de rainha de Portugal, e com certeza gostaria de ter reinado com a amada do seu lado, mas isso não foi possível, porque "Inês é morta".
fonte: www.significados.com.br
Inês de Castro era amante de D. Pedro, antes deste ser rei de Portugal. Ela era filha bastarda de um cavaleiro galego, e tinha irmãos partidários da reanexação de Portugal pelo Reino de Espanha. Inês de Castro era também uma das aias de D. Constança, esposa de D. Pedro. O romance entre a aia e o príncipe se tornou bastante notório, e comentado por muita gente do povo, o que representava um desconforto para a coroa portuguesa. Por esse motivo, o rei D. Afonso IV ordenou o exílio de Inês de Castro, no castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. Mesmo assim, o romance entre os dois não esfriou, pois é sabido que se correspondiam com frequência.
Quando D. Constança, esposa de D. Pedro faleceu, D. Afonso IV e seus vassalos ficaram preocupados com a influência da galega na vida política do futuro rei. Contra a vontade do pai, D Pedro ordenou que Inês de Castro voltasse, e passaram a viver juntos. Isto representou uma grande afronta para o pai e rei. Temendo pela independência de Portugal, D.Afonso IV mandou matar Inês enquanto D.Pedro estava numa excursão de caça.
Ao retornar, D. Pedro encontra sua amada Inês morta, o que causou um grande conflito no reino. Pai e filho entraram em guerra, que só foi solucionada com a intervenção da rainha mãe, D. Beatriz. Após a morte de D. Afonso IV, D. Pedro I é declarado o oitavo rei de Portugal. Depois de se tornar rei, D. Pedro I perseguiu e matou de forma cruel dois dos homens responsáveis pela morte da sua amada. Posteriormente, o rei afirmou que tinha casado secretamente com D. Inês de Castro, legitimando os três filhos que tinha tido com ela. D. Pedro I concedeu a Inês de Castro o título póstumo de rainha de Portugal, e com certeza gostaria de ter reinado com a amada do seu lado, mas isso não foi possível, porque "Inês é morta".
fonte: www.significados.com.br
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
O Valor da tolerância nos relacionamentos
Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro. Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse: "Adorei a torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
"Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias! O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes."
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.
(Desconheço a autoria)
"Dê a quem você ama, asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar."
(Dalai Lama)
domingo, 2 de setembro de 2018
sábado, 18 de agosto de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
O asilo Santo Onofre
Seu Fernando tem 86 anos. Há oito mora no asilo. Morou os últimos trinta
anos de sua vida numa casa simples de dois cômodos que vendeu, com os poucos
móveis que possuía quando ficou viúvo. Dividiu o valor para ele e um casal de
filhos. Com a parte que lhe coube, calculou que aplicado na poupança, poderia
viver confortavelmente dos rendimentos que somados à sua aposentadoria do INSS,
conquistada por tempo de serviço como operário de uma indústria metalúrgica,
poderia viver tranquilo financeiramente. Apesar de não sofrer de nenhum
problema grave de saúde, pensava em reservar tal grana para tratar dela, pois tinha consciência de que naquela idade
os gastos na farmácias ou hospitais, tendem a ser maior que nos
supermercados ou restaurantes. O corpo já não se move com o mesmo vigor de
outrora por isso, anda apoiado numa bengala de madeira, com o castão
em marfinite representando a cabeça de um leão, símbolo do seu time do
coração, o Sport Clube do Recife, presente recebido de seu filho a quem na infância
o incentivou a ser também um rubro-negro.
A rotina no asilo, as vezes o deixa inquieto, mal-humorado e irritadiço. Talvez rabugice, ranzinzice
da idade. Não bastasse as frequentes
noticias da morte desse ou daquele amigo ou parente, vive resmungando que não suporta
mais ouvir histórias, não solicitadas, recheadas de façanhas, ou exemplo de
virilidade dos seus colegas de asilo, da época em que eram jovens. Histórias contadas
depois do jantar, enquanto aguardam, numa sala de estar, que o televisor seja ligado para assistirem à
novela das oito. Os que não veem novela,
se recolhem aos quartos ou vão
para a varanda jogar conversa fora. Gosta de futebol, mas quase não
assiste, haja vista que no horário de transmissão pela televisão ele já está no
terceiro sono.
Durante meus expedientes como voluntário, nesse estabelecimento, me acostumei a
conversar com seu Fernando. Também me acostumei a ouvir pelos corredores, nos
dias de visitas, as mais variadas desculpas ou justificativas acerca das razões
para as estadas dos idosos naquela instituição:
“meu irmão não quer saber dele e
deixou pra mim (sic) cuidar dele sozinho e como eu não tenho tempo...”
; “
Trabalho o dia todo e mal dou conta de cuidar do meu marido e dos meus dois
filhos...”. Também ouvi certa vez (enquanto
aguardava na recepção a autorização para acesso às dependências do asilo) uma
garota, vestida num short minúsculo e com uma blusa que aparentava ter sido
decotada para ressaltar uma tatuagem abstrata e com um “piercing” no nariz dizer que : “ Se a filha não quer saber dele, eu como neta não vou assumir esse
encargo”. Ela conversava com outra visitante, a quem demonstrava alguma
intimidade, ao mesmo tempo em que ajeitava
uma sacola de supermercado com alguns produtos de higiene e limpeza que
estava levando para o avô. Triste ouvir isso! Entendo como uma forma de
violência. Li outro dia, em algum lugar que
“Aquele que despreza seus
velhos, é como um galho que deixa o
tronco que os sustenta tombar sem apoio e que a ingratidão para com aqueles que
nos sustentaram na infância é semente de amargura lançada no solo, para
colheita futura”. Pura verdade. Abandonar alguém que ao longo de nossa infância e adolescência,
dedicou parte de sua vida, para cuidar dos nossos ferimentos físicos e emocionais, é uma forma de
eutanásia. Talvez a mais dolorosa. A eutanásia sentimental.
Nunca procurei saber as razões
de seu Fernando ter ido parar ali. O que
me falou certa vez foi que fazia bastante tempo que não recebia visitas e nem
noticias de seus filhos. A ultima
noticia que teve do Fernandinho Jr, foi quando recebeu o convite do casamento
do neto (filho dele). Faz uns cinco anos. Mandaram entregar no asilo. “ Teria ficado muito feliz se pudesse ter
comparecido mas eu não possuia condições
de ir sozinho. Era preciso alguém vir me buscar”. Confessou com certa
melancolia. Até alimentou esperança que isso pudesse acontecer. Pediu para comprar
uma calça e sapatos novos. Ninguém apareceu. Da filha, só sabe que está no
terceiro casamento. “Tem gênio forte.
Sempre foi muito autoritária e rebelde.
O primeiro marido não a aguentou”.
Cochicou para mim, colocando a mão direita na lateral da boca, em tom de
confidência. Do segundo não sabe porque ela se separou. “Deve ter sido pelo mesmo motivo”, me atrevi a dar esse pitaco. Essa
foi a ultima noticia que teve dela, através
do neto de um antigo vizinho, que trabalha como técnico de refrigeração e o reconheceu
quando certo dia, esteve no asilo para consertar uma geladeira.
Domingo passado foi dia dos pais, independente de ser uma data
comemorativa, aos domingos o asilo
recebe um numero significativo de familiares. Eu estava de folga mas o vínculo
afetivo que estava se formando entre mim e o seu Fernando, me obrigou a ir
visita-lo até porque eu sabia que ele se arrumava todos os domingos mesmo ciente de que não
receberia visitas, embora nunca perdeu a esperança de que um dia isso pudesse
acontecer. Talvez para ele é uma forma de mitigar seu sofrimento ou mascarar sua
solidão.
Encontro-o no seu quarto, felicito-o pela data e lhe dou um caloroso
abraço, acompanhado de um singelo presente que fiquei sabendo que ele há muito
vinha desejando. Um álbum para acondicionar fotografias. Ele precisava
organizar algumas fotos. Preservar a memória dos tempos em que era “gente” se
maldizia. Retira do guarda roupa, uma surrada pasta tipo 007 onde guarda seus documentos
e fotos antigas. Revisita o passado olhando as fotos, a maioria em preto e
branco, ao lado da esposa, com o filho, outra com a turma da empresa
comemorando um dos seus aniversários. Tento poupa-lo da angustia e do vazio que
aos poucos vai corroendo os restos dos seus dias, mudando de assuntos, mas ele
insiste em revisitar o passado. Procura
uma foto da filha para me mostrar mas não encontra. Com um misto de satisfação
e curiosidade, abre um envelope encardido pelo tempo e encontra um cartão,
desses que são feitos artesanalmente na escola (quando ela tinha 7 anos) para
ser entregue aos pais, no dia dos pais daquele ano. No cartão um pequeno coração traçado com linhas trêmulas,
abrigava letras desenhadas com esmero e uma declaração: “Te amo papai”.
Olho para seu Fernando e vejo que naquele
corpo frágil, envelhecido, cheio
de rugas e maltratado pelo tempo, bate um coração, que ainda ama, sofre e espera,
apesar de ferido mortalmente pela
solidão dos seus dias, pela indiferença dos familiares, e principalmente, pela
ingratidão dos seus filhos.
Despeço-me dele com caloroso
aperto de mão enquanto enxergo no seu semblante um olhar de melancolia. Tento disfarçar
minha expressão emotiva ou evitar encher os meus olhos de lágrimas. Não
consigo. E saio dali com a certeza de
que como filho eu jamais escreveria uma história com enredo semelhante, mas como pai, a gente nunca tem a certeza e nem a segurança disso.
domingo, 12 de agosto de 2018
Ainda bem que existe dia dos pais
Ainda bem que existe o dia dos pais!
Não apenas pra lembrar aos filhos que eles têm pais,
mas para lembrar aos pais que eles têm filhos,
Mesmo sabendo que para uns
a paternidade existe...
e para outros ela apenas resiste!
Ainda bem que existe o dia dos pais!
Talvez para despertar nos filhos que não são pais
o desejo de sê-los,
ou talvez para
provocar nos pais
que não estão com os seus filhos
o desejo de reavê-los.
Ainda bem que existe o dia dos pais!
Para que os filhos que não sabem onde eles estão
Possam se redimir da ingratidão do abandono,
Ou os pais que não sabem onde os filhos estão,
Possam encontra-los e estancar a sensação de
de se sentirem “cão sem
dono”.
Ainda bem que existe o dia dos pais!
Para que eles comemorem, a paternidade
com orgulho e satisfação
mesmo sabendo que embora muitos filhos
“esquecem” a data, por injustificada indiferença,
Ou deliberada ingratidão.
Ainda bem que existe o dia dos pais!
Para que eles continuem colhendo os frutos
da importância paternal, mesmo quando
a sua utilidade já se foi, cumpriu seu compromisso,
pois “a utilidade passa,
mas a importância é para toda a vida”!
E infeliz do filho que não sabe distinguir isso!
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