segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Por que os cães vivem menos que as pessoas?


Aqui está a resposta (por uma criança de 6 anos):

Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão irlandês de 13 anos de idade chamado Belker. A família do cão, Ron, sua esposa Lisa e seu pequeno Shane, eram muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.

Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não poderia fazer nada por Belker, e me ofereci para realizar o procedimento de eutanásia em sua casa.

No dia seguinte, eu senti a sensação familiar na minha garganta quando Belker foi cercado pela família. Shane parecia tão calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Belker caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar.

O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade. Sentamo-nos por um momento nos perguntando por que do infeliz fato de que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos.

Shane, que tinha estado escutando atentamente, disse:'' Eu sei por quê.''

O que ele disse depois me espantou: Eu nunca tinha escutado uma explicação mais reconfortante que esta. Este momento mudou minha maneira de ver a vida.

Ele disse: - ''A gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?! Como os cães já nascem sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós.''

O moral da história é:

Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como:

* Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para cumprimentá-los.
* Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear.
* Permita que a experiência do ar fresco e do vento, na sua cara, seja de puro êxtase.
* Tire cochilos.
* Alongue-se antes de se levantar.
* Corra, salte e brinque diariamente.
* Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocarem.
* Evite "morder" quando apenas um "rosnado" seria suficiente.
* Em dias quentes, deite-se de costas sobre a grama.
* Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore frondosa.
* Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo.
* Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada.
* Seja fiel.
* Nunca pretenda ser algo que não é.
* Se o que você quer, está "enterrado"... cave até encontrar.
E nunca se esqueça: " Quando alguém tiver um mau dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que está aí...

EIS O SEGREDO DA FELICIDADE QUE OS CÃES TODOS OS DIAS NOS ENSINAM.

                                                           ( Desconheço a Autoria)

Morra Todos os Dias

 Num artigo, Paulo Angelim que é arquiteto, pós-graduado em Marketing dizia mais ou menos o seguinte:

 - Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e nós precisamos morrer todo dias.

- A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.

- Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio!

- A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo. É a fronteira entre o passado o futuro.

- Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

- Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.

- Quer ter um bom relacionamento então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinhos, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.

- Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.

- E, qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.

- Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser.

- Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, adultos "infantilizados".

- Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade etc.

- Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar pensamentos infantis, para passarmos a pensar como adultos.

- Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e mais evoluído?

- Então, o que você precisa matar em si ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser?

- Pense nisso e morra!  

- Mas, não esqueça de nascer melhor ainda!


quarta-feira, 9 de novembro de 2022

A Águia e o Pardal

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza.

Um dia estava voando por entre a mata e observando o vôo de Yan, quando, de repente, a águia sumiu de sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto:

Deparou de repente com a grande águia bem à sua frente.

Tentou conter seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o, sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas olhava-o calma e mansamente. Com uma expressão séria, perguntou-lhe:

- Por que está me vigiando, Andala?

- Quero ser uma águia como você, Yan. Mas meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.

- E como se sente amigo sem poder desfrutar e usufruir tudo aquilo que está além do que pode alcançar com suas pequenas asas?

- Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho.

O pardal suspirou olhando para o chão e disse:

- Todos os dias acordo muito cedo para ver você voar e caçar. Você é tão única e tão bela. Passo o dia observando.

- E não voa? Fica o tempo inteiro a observar-me?

- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como você, mas as suas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, você corta harmoniosamente.

- Andala, você sabe que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderá voar como uma águia. Seja firme em seu propósito e deixe que a águia que vive em você possa dar rumos diferentes aos seus instintos. Se abrir apenas uma fresta para que essa águia que está em você possa guiá-lo, ela lhe dará a possibilidade de vir a voar tão alto como eu. Acredite!

E assim a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente e completou:

- Andala, apenas mais uma coisa: Você não poderá voar como uma águia, se não treinar incansavelmente todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão a você, possibilitando assim a realização de seus sonhos.

- Se não puser em prática a sua vontade, seu sonho sempre será um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites ou crenças e vão atrás de conhecer o que realmente deve ser conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres. Quando você traz a liberdade em seu coração poderá adquirir a forma que desejar, pois já não estará apegado a nenhuma delas, será livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se essa for sua vontade.

- Confie em si mesmo e voe! Entregue suas asas aos ventos e aprenda o equilíbrio com eles. Tudo é possível àqueles que compreendem que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na sua capacidade em aprender e ser feliz com sua escolha!


(Desconheço a Autoria)


 

A Janela e o Espelho

 Um jovem muito rico foi ter com um Rabi e pediu-lhe um conselho para orientar sua vida.

O Rabi conduziu o jovem até a janela e perguntou:

- O que você vê através dos vidros?

- Vejo homens que vão e vêm e um cego pedindo esmolas na rua.

Então o Rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente perguntou:

- Olhe neste espelho e diga-me agora o que você vê?

- Vejo a mim mesmo.

- E já não vê os outros!

Repare que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria-prima, o vidro. No espelho, porque há uma fina camada de prata colada ao vidro, você não vê nele mais do que a si mesmo.

Você deve comparar-se a essas duas espécies de vidro.

A pessoa de fé e de boa índole vê os outros e tem compaixão por eles.

Coberto de prata, o egoísta, hipócrita e pobre de espírito, vê apenas a si mesmo.

Você só vale alguma coisa, quando tiver coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os seus olhos, para poder, assim, de novo ver e amar aos outros.

 

                                  (Desconheço a autoria)

Tudo vai passar

Eles vão crescer e dispensar nosso colo.
Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais.
Que nossas demonstrações de afeto serão consideradas um grande mico.
Que em vez de torcemos para que eles durmam, torceremos pra que cheguem logo em casa.
Que não se interessarão pelos velhos brinquedos.
Que o alvoroço na hora do almoço, dará lugar a calmaria.
Que os programas em família serão menos atrativos que o churrasco com a turma.
Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar.
Que começaremos a rezar com muito mais freqüência.
Que morreremos de saudade de nossos bebês crescidos.

Por isso...

Viva o agora.
Releve as birras.
Conte até 10.
Faça cosquinhas.
Conte histórias.
Dê abraços de urso.
Deite ao lado deles na cama.
Abrace-os quando tiverem medo.
Beije os machucados.
Solte pipa.
Brinque de boneca.
Faça gols.
Comemorem.
Divirtam-se.
Acorde cedo aos domingos pra aproveitar mais o dia.
Rezem juntos.
Estimule-os a cultivar amizades.
Faça bolos.
Carregue-os no colo.
Faça com que saibam o quanto são amados.
Passem o máximo de tempo juntos...

...assim quando eles decidirem partir para seus próprios voos, você ainda terá tudo isso guardado no coração!


                                                                                  (Cinthia Morallles)

terça-feira, 11 de outubro de 2022

PATO OU ÁGUIA? VOCÊ DECIDE!


Eu estava no aeroporto quando um taxista se aproximou.
A primeira coisa que notei no táxi foi uma frase, logo li:
- Pato ou Águia?
Você decide.
A segunda coisa que notei foi um táxi limpo e brilhante, o motorista bem vestido, camisa branca e calças bem passadas, com gravata.
O taxista saiu, me abriu a porta e disse:
"Eu sou João, seu chofer.
Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão."
No cartão estava escrito:
Missão de João
- Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável.
Fiquei impressionado.
O interior do táxi estava igualmente limpo.
João me perguntou:
"O sr. aceita um café?"
Brincando com ele eu disse:
"Não, eu prefiro um suco".
Imediatamente ele respondeu:
"sem problema.
Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água" também me disse:
"Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas."
Ao começar a corrida João me disse:
"Essas são as estações de rádio que tenho e esse é o repertórios que elas tocam."
Como se já não fosse muito, o João ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa.
Daí me avisou qual era a melhor rota para meu destino e se eu queria conversar com ele ou se preferia que eu não fosse interrompido.
Eu perguntei:
"Você sempre atende seus clientes assim?"
"Não", ele respondeu.
"Não sempre.
Somente nos últimos dois anos.
Meus primeiros anos como taxista passei a maior parte do tempo me queixando igual aos demais taxistas.
Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal.
Ele escreveu um livro chamado Quem você é faz a diferença.
Ele dizia:
Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá.
Não seja um PATO!
Seja uma ÁGUIA!
Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo.
Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando.
Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia.
Olhei os outros táxis e motoristas.
Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos.
Decidi fazer umas mudanças.
Como meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças.
No meu primeiro ano como águia, dupliquei meu faturamento.
Este ano, já quadrupliquei.
O senhor teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis.
Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagem.
Se não posso atender, consigo um amigo taxista "águia" confiável para fazer o serviço."
João era diferente.
Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal.
João, o taxista, decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.
Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal ou taxista!
Como você se comporta?
Se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais?
Lembre: A DECISÃO É SUA
Essa chave só abre pelo lado de dentro!
E cada vez você tem menos tempo para mudar!

 

                                                                  ( Desconheço a autoria)

O que a memória ama, fica eterno!

A memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos.

Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis.

Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira.

Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época.

Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos.

Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos.

Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos.

Mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre as crianças, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos.

Pra eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite ... Ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas.

Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor.

Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando.

Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos.

E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.


Texto de Adélia Prado - Poetisa, professora, filósofa, romancista e contista braileira.